A Agenda da Sociedade Civil frente às Indústrias Extrativas no Brasil

Descripción

Os países da América Latina, cada um à sua maneira, optaram por intensificar ainda mais os processos extrativos, aproveitando-se do superciclo para realizarem novas concessões, investimentos, ampliação da produção e da renda extrativa capturada, gerando diversos conflitos. O Brasil apresenta um caráter ligeiramente distinto do cenário geral da América Latina, já que possui uma economia razoavelmente diversificada. No entanto, o país experimentou, a partir dos anos 1990, um aumento do peso das atividades primário-exportadoras caracterizando-se em uma reprimarização da economia. Na fase aqui chamada de pós-boom há grande pressão para que o governo siga dando incentivos – cada vez maiores – aos setores extrativistas, no que pode ser entendido como uma corrida para baixo. Neste cenário, se aumentam os volumes extraídos para compensar as quedas de preço, abrindo-se novas possibilidades para a conflitividade social.

Para avaliar as questões do pós-boom brasileiro, este relatório se divide em três partes. Além dessa introdução, a primeira analisa a organização política em torno do avanço extrativista. Na segunda sessão, são avaliados os aspectos econômicos dos avanços extrativistas recentes. Os impactos sobre as receitas e as desigualdades territoriais são investigadas, no boom e pós-boom do superciclo de commodities. Por fim, são apresentadas as conclusões.

O presente relatório foi preparado pelo Ibase e apoiado por NRGI e da Fundação Ford.

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